Poesía do naufrágo: O número esquecido
E foi nessa estória que me vi na contra mão. De frei de mão, coração palpita de anseios e tempestade. De antemão, nesse tamborim, geme cuíca ou o sermão de que minha alma não tem jeito, já nem sei com defeitos ou ali com proteção. Nesse alarde, o lorde é severo. Nessa agonia passei pelos mesmos ciclos e círculos, caminhei como um perdido tentando achar o impossível. Esqueci do meu nome quando fui, esqueci da minha identidade quando parei, esqueci do meu número quando o ano passou. Me esqueci de esquecer. Lembro dos mistos que vão surgindo como história. Lembro do lembrar quando você me mordia, lembro das saudades ditas, lembro... Mas esqueci já. Tudo é passageiro, me convenço. Tudo é remoto, quando o tempo é perdido. Você se perdeu, diz um amigo. Não quero te ter sofrer, porque te ver seria mais fácil de lidar com a situação. Queria te levar pra sair do casulo. Querer não é poder. Mas o que lembro de ter esquecido dos números. As incontáveis vezes em que me afoguei em energias superficiais ... Caindo de cara na água que nem se pode lambuzar. Caí aqui, mas não me deixe esquecer. Eu não quero te curar, eu queria te cuidar. É triste, é visto, é tudo que eu perdi. Perco e esqueço, moro e esmoreço. Mas falo aqui dá lembrança dos números perdidos... E que na contagem estava em 18, em que tudo era nebuloso e me remeteu a um vazio real. Aquele em que tudo chora e todos olham. Aquele que no escuro simbólico, tornou-se além disso. Todas as pessoas aglomeradas eram sinônimo de choro, menos eu que ali estava ... Chorava... Por dentro, óbvio, mas chorava e eles não viam, porque eu era o escuro do momento. Mas enxuguei o visível e a ferida se abriu por não conseguir se curar. Eu estava no vazio 18 dos mais profundos buraco em que reflete ao futuro. Mas ergo, imageticamente, hoje vivo a simbologia desconcertante de quem fui. Hoje não oculto por não conseguir contar a quem deveria ouvir as palavras da minha essência. Sou pródigo no inverso do mundo. Sou elementar na construção de um bebê que sente o cheiro do leite ao longe. E assim, me desmorono como um fascismo infinito de me multilar por errar. Ao esquecer o 18, esqueci pra eles, mas pra mim... Bom, eu lembrei que esqueci o número 18, dos anos. Chutei o esquecimento 19, aquele que tudo vinha e iria como presságio, aquele que marcava o náufrago que me encontro. Aquele que eu sentaria na canoa de papel, aquele que qualquer outro barco ao encontro, molharia, rasgaria, picaria em partículas sombrosa. Mas estou no 20 de desilusão... Esse eu quero esquecer mas tá difícil, esse eu pretendo esquecer ... E já esqueci, de esquecer, por quê? Esqueci de esquecer por quê me fez criar imagens de complementos, por quê? Não esqueci de esquecer o número 20 por que eu não quis, ele não me espera, não está aqui, não quer seguir e não luta pra ficar, não vem morar, não... Por quê? Eu naufrágo com felicidade de não me conhecer e enfrentar o medo de não ter o que supostamente teria, se eu ficasse, mas ficar onde ? Eu afundo no intuito de emergir. Eu submerso prazer de estar mesmo que não fique .. de passar mesmo que se insiste. De olhar mesmo que não admite. De amar mesmo que não existe. De ficar mesmo indo. De naufragar mesmo que flutue! De esperar partindo. De sorrir pois é destino?!
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