Identidade conturbada

Certa manhã do nada
acorda desesperada, calada,
instiga.
Chama-se de amaldiçoada!
Essa pobre, frágil e aflita.
Quem sou eu?  Pergunta com lágrimas.
A estética nunca lhe machucou tanto quanto agora.
A biologia lhe faltou
e a genética foi um farrapo.
Como viver assim?
Pergunta sem resposta.
Calada! Sem alma ou tem?
Permanece deitada,
assombrada.
Desespera, trancada, chora com dor!
Lágrimas rasgam o que mais se detesta.
Facas sem ponta ferem o que se oculta.
Luta!
Quem foi você afinal?
Golpe fatal,
Se deu mal sem ninguém.
Levanta o corpo porque a alma nem existe.
Matérias se confundem com energias, então,  ela desiste!

~cabeça-de-Vênus

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