Carta para amor(te)
Eu já amei diversas vezes para quebrar o mito ... Que amar, é apenas uma única vez. Nunca amei a primeira vista, já me entreguei de primeira. Eu não me apaixonei ao tocar aquele corpo nu, escorregando minhas mãos e sentindo seus pelos que provocavam atrito, como freio de mão. Eu não olhei em seus olhos, quando queria te olhar. Já sorri, quando chorar alimentava o meu ser. Já fui um desisperado, quando eu queria ficar e te ter como ápice de calmaria. Eu já, mas não sou. Eu tive, mas não vou. Eu quero, mas não estou. Espero, mas já vou. Paradigmas se completam para dá sustância a rotina (in)coerente, inocente, inconveniente de ser sem ter. Apenas ser, como deve ser. Para seguir sem ter, tendo e vivendo. Sem promessas. Só. Sem. Ter. Vem.
...
Anoitece na penumbra sem cor, fios amêndoas libertos ordenados pela clareza em permanecer no canto, rezando, revelando os mais loucos fantasmas do medo. Estávamos preso ao sistema elíptico. Ficávamos a repetir, pois digo que é sinônimo de colar. Te colo nos dias, recordo as noites. Tudo é fantástico quando o processo é amor(te).
By Saturnino
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